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Conheça a história do Brás, um dos bairros mais tradicionais de São Paulo

historia do bras

Um dos bairros mais antigos de São Paulo, hoje o Brás é o bairro referência para a compra de roupas e tecidos. Mas não foi sempre assim. Para homenagear o aniversário do Brás, a Genyo Malhas faz essa postagem sobre a história do bairro. Confira abaixo!

A História do Brás é rural

O Brás que fica na região central da cidade de São Paulo, na zona leste. A região surgiu com uma atmosfera rural, afinal era uma região de grandes chácaras de atividade agrícola ao redor do rio Tamanduateí.

A origem do Brás está ligada à figura do português José Brás, proprietário de uma chácara na região que fez melhorias na região. Ele mandou construir a capela Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Ao redor da capela foi atraindo pessoas e, com o tempo, a região tornou-se uma freguesia, nascendo o bairro do Brás, em 8 de junho de 1818.

A partir da segunda metade do século 19, a vida em São Paulo se transformava rapidamente pela dinâmica do café, com a estrada de ferro, a imigração e a industrialização. O trem, que desde 1865 fazia o trecho Santos-Jundiaí, mudava a fisionomia urbana e tinha como principal função levar o café das fazendas para exportação a partir de Santos. Por consequência, a linha férrea também transformou o Brás. A estação do Brás foi inaugurada em 1867 e, ao longo desses trilhos, desenvolveu-se a indústria e o pequeno comércio.

Os industriais montaram suas fábricas perto dos trilhos por causa da logística, para escoar a produção, além dos terrenos por ali serem baratos. A maioria dos operários era imigrante. O Brás se consolidava agora como um bairro pobre, industrial e formado, em sua maioria, por estrangeiros, já que a maioria dos empresários que moravam em São Paulo preferia viver na região da Avenida Paulista.

Um bairro de imigrantes

Com o fim da escravidão, a imigração foi promovida no Brasil para substituir os escravos nas fazendas. Então, boa parte dos estrangeiros chegava por Santos e era levada de trem para a lavoura no interior do estado de São Paulo. Outros tantos, porém, escapavam desse roteiro por não ter afinidade com o campo ou por querer fugir dos maus-tratos nas fazendas. Ficando na cidade, os imigrantes iam trabalhar na indústria e no comércio. Assim, o Brás cresceu com a chegada dos imigrantes, especialmente, os italianos.

A entrada de imigrantes libaneses e sírios no Brasil começou um pouco mais tarde, em 1871. Ao contrário de outras correntes migratórias, os libaneses e sírios vieram de forma espontânea, com seus próprios recursos.

Mas a chegada deles aumentou a partir de 1940, quando começaram a se fixar também no Brás, devido aos preços mais baratos dos imóveis e à proximidade desta área com a 25 de março.

Os libaneses e sírios que imigraram eram geralmente pequenos proprietários de terras. Ao chegarem ao Brasil, eles encontraram um sistema agrário baseado em latifúndios. Como não tinham capital para comprar terras e viam pouca perspectiva econômica no trabalho rural, optaram pelo comércio. A atividade comercial trazia um retorno financeiro rápido e permitia que trabalhassem por conta própria.

Nessa época também havia uma demanda por bens de consumo não duráveis, como tecidos. No início, trabalhavam como mascates, vendendo pelas ruas e cidades do interior.

Abaixo, você pode assistir a um interessante documentário sobre a História do Brás, focando na imigração italiana.

 

Inicia a migração no Brás

A partir da década de 40, o bairro passou a receber também os milhares de migrantes nordestinos que chegavam à cidade todos os dias a procura de uma vida melhor.

Aos poucos e, principalmente, nos anos 70, os migrantes iam transformando a imagem do comércio. Começaram a vender nas praças, estabelecendo a cultura local do comércio popular que, no Brás, existe até hoje: o formato de lojas de atacado e ruas temáticas de compras.

O bairro hoje

A chegada do metrô nos anos 70 desapropriou muitas casas e cortiços para que fossem estabelecidas as estações.

Hoje, o Brás é conhecido como o principal polo de moda do Brasil. Consumidores de diversas partes do país e fora dele vêm comprar roupas para revender em suas regiões. As ruas do bairro fervem durante a semana e se acalmam aos domingos.

A Genyo está localizada neste tradicional bairro desde 1991.


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Fontes:

Almanaque Folha

Estadão

USP

 

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